sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Curtinhas Rock Riu 6

Mastodon, aula de heavy metal atual, sem saudosismo ou "contemporaneidades modernosas". Que Bandaça!

Curtinhas Rock Riu 5

Steve Vai é a prova viva de que se mastubar com técnica e elegância resulta em fama e dinheiro.

domingo, 20 de setembro de 2015

Curtinhas Rock Riu 4

EXTRA! EXTRA!
Após Dani Monteiro, do Multishow, falar que Elton John fez sucesso nos anos 80, a repórter admite que estudou a carreira do músico pelo DataFolha.

Curtinhas Rock Riu 3

Após inúmeros arrastões e furtos na entrada do Rock in Rio por menores de idade, a produção do Festival cogita chamar Justin Bieber para acalmar os marginais.

Curtinhas Rock Riu 2

Sem dúvidas, Jesus Christo retornou e está sob a alcunha de Rock in Rio. Nessa volta, ele já fez alguns milagres, dentre eles a ressurreição de Seal.

Curtinhas Rock Riu 1

Nunca, nunca, NUNCA, NUN-CA leve a sério um show em que os músicos mudam de vestimenta ao longo do espetáculo.

#FicaAdicaQueen

terça-feira, 30 de junho de 2015

sábado, 6 de junho de 2015

Aula bem didática sobre Blues


Vale à pena conferir essa aula de blues ministrada por um especialista, o guitarrista Fernando Noronha. O músico fala sobre  a origem do estilo e ainda manda canções de grandes bluesmen dos diversos sub-estilos. Ótimo vídeo do Cifra Club!



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Entrevista Renato Arias


Renato Arias é gaúcho e virou o guru do blues-rock carioca. Produziu André Christóvam, descobriu o Blues Etílicos e o saudoso Big Allambik. Por mais de duas décadas foi dono da Satisfaction Discos, refúgio de roqueiros na cidade que é hoje o túmulo do rock. Gente boa e com bom papo, Renato conversou com o Coluna Blues Rock.


Ugo Medeiros - Como foi o seu primeiro contato com a música, foi através do rock ou do blues?

Renato Arias - Através do rock, o meu irmão mais velho  tocava violão e adorava as bandas clássicas, como Beatles, Stones, Byrds, Yardbirds, etc. Meu primeiro disco foi um compacto dos Beatles com I wanna hold you hands e She loves you. Lembro que o filme Os Reis do Iê Iê Iê me marcou profundamente. Depois, entrei em contato com o blues, primeiramente com o Muddy Waters.

UM - Você foi dono de uma das lojas de disco mais importante do Rio de Janeiro, a Satisfaction. Como ela nasceu? A origem do nome reserva uma história bem curiosa, né?!

RA - Eu era casado e morava em São Paulo há nove anos, sinceramente estava saturado. Mudamos para o Rio de Janeiro e logo liguei para o meu amigo Álvaro, que tinha um restaurante. Ele sempre falava que largaria tudo para trabalhar com música. Fundamos a Satisfaction em 1985, ano do primeiro Rock in Rio. Na verdade, o nome foi uma "vingança". Eu frequentava uma loja em São Paulo chamada Revolution e o cara era um babaca. Se o cara tinha uma loja com nome de canção dos Beatles, batizei a minha com uma dos Rolling Stones! [risos]. O Frejat frequentou, Celso Blues Boy, muitos músicos, nem todos eram famosos. O Ed Motta ia sempre, ele me chamava de "Lenda". O Junior Marvin, guitarrista do Bob Marley passou lá.

UM - Você produziu Blues Etílicos, Big Allambik e André Christovam. Antes disso, como era a cena de blues no Brasil? Você lembra de alguém tocando essa música? Você algum "mestre" na produção ou fui na base da tentativa/erro?

RA -  Até tinham algumas bandas que vez ou outra gravavam um blues, mas não havia uma cena blues. Made in Brazil, Ave de Veludo, e outras até tinham certa influência de blues, mas o primeiro disco concebido como blues, desde a gravação à capa, foi o primeiro do Blues Etílicos, Satisfaction. Tive ajuda de algumas pessoas que já estavam naquele meio, de alguns técnicos de som e de músicos que já tinham alguma experiência em gravação de demos. No rádio fui por mim mesmo com a ajuda de algumas doses de conhaque. [risos]. No começo o programa era gravado, depois foi ao vivo com participação de músicos. Era bem legal!

UM - Por falar em Blues Etílicos, como foi o seu primeiro contato com a banda? Como foi a gravação do primeiro disco?

RA - O primeiro contato foi com o Otávio Rocha, ele tinha uma loja de discos no Flamengo, Caixa de Música. Ele queria comprar a nossa loja (!). Recusamos, claro!, mas ele nos chamou para o show da sua banda. Já era o Blues Etílicos, nessa época ele estava na bateria. Vi que a banda tinha potencial. Junto com um outro amigo bancamos o disco, todo ao vivo gravado em fitas de vídeo. Foram dois dias de gravação. O negócio era tocar, tocar e tocar, o estúdio era em frente à minha casa. Quando escutei as versões  de Dust my broom e Key to the Highway, tive certeza do sucesso. Quando entramos em contato com a extinta rádio Fluminense, ganharam muita projeção. O André Christovam ajudou bastante também. Havia uma casa noturna em São Paulo, Dama Choque, que não queria show do Etílicos. Ele tentou, mas o dono não cedeu. Marcou o seu show (André Christovam Trio) e nesse meio tempo levou a fita à uma rádio paulista de rock, a banda causou boa impressão. Em cima da hora cancelou sua apresentação e o dono foi obrigado a chamar o Blues Etílicos. A previsão era de oitenta pessoa, foram quase mil e quinhentas. 

UM -  E por falar em André Christovam, como foi o seu primeiro contato? Concorda que ele é o bluesman mais importante do Brasil?

RA - Concordo, sem dúvidas! Ele preenche o pacote "Bluesman", tem contatos, participa de workshops, canta, participa de outras bandas. Ele vive da música. A primeira banda dele, Fickle Pickle, teve a melhor cozinha (baixo + bateria) de rock do Brasil. Estudávamos juntos no colégio e nos reencontramos anos depois quando ele tocou com o Blues Etílicos. O representei aqui no Rio de Janeiro. A antiga gravadora Eldorado pediu indicação de bandas, pois ela lançava sempre em duplas (Sepultura + Ratos de Porão), nessa lançou o segundo do Etílicos junto com o primeiro do André, Mandinga. Lembro que o vi compondo Genuíno pedaço do Cristo em um hotel aqui no Rio. Ele é o maior, sim, já tocou com Albert Collins, John Mayall (se não estou enganado) e com o BB King. Aliás, foi graças a ele que conheci o BB King! Por volta de 1989, 90 ou 91, o André foi roadie manager em uma turnê do BB King. No show do Canecão precisou do amplificador do Otávio Rocha. Emprestamos e fomos ao camarim. Sinceramente, não achei que rolaria, estava lotado de globais, todos em cima do BB. Após algumas horas, o coroa nos recebeu e foi super simpático, eu toquei na Lucille! Também devo a ele conhecer o Johnny Winter.

UM - E como foi com o Big Allambik?

RA - Saí do Blues etílicos e fiquei apenas na loja. Os músicos começaram a rondar a Satisfaction. Nessa época o Big Gilson, Ricardo e Beto Werther tinham uma banda de cover de blues-rock, Emoções Baratas. E em Niterói havia outra que esqueci o nome, formada pelo Ugo Perrotta, Victor Gaspar e a vocalista Eulina Rego. Em um determinado momento as duas se juntaram, mas logo tiveram alguns problemas entre os guitarristas (Gilson e Gaspar). Assim nasceu o Big Allambik. Eu já tinha o conhecimento do período com o Etílicos, isso facilitou um pouco. Produzi os dois primeiros discos. Na minha opinião, o terceiro é o melhor da banda.

UM - Você trabalhou com vários músicos, de influências e sonoridades bem distintas. Quais mais te marcaram?

RA - O Otávio Rocha está entre os melhores do mundo no slide, foi autodidata com o slide no dedo. O André é incrível, como disse, o maior bluesman do país. O Flávio é considerado um dos maiores,  o melhor do mundo segundo o Charlie Musselwhite. O Greg Wilson do Etílicos não é um bluesman sob o ponto de vista musical, mas é o típico bluesman doidão, boa praça, é verdadeiro, lembra o jeito do Little Walter. Ele é formado em trompete!

UM - Você também produziu diversos festivais, o último em 2007 no Circo Voador. Olhando para trás, era melhor produzir naqueles tempos ou a tecnologia atual facilitou? Você teve muita dor de cabeça com Circo Voador, lembro dos seus estresses...

RA - A primeira fase do Circo Voador tinha lá os seus problemas, mas, bem ou mal, permitiam o funcionamento das diferentes produções. O fato de termos o apoio da Fluminense, dava um respaldo interessante. Atualmente é foda. Duvido que você saiba quem tocou ontem ou tocará hoje à noite. Porra, me sacanearam em 2007, colocaram mesas na pista, isso sem falar no esquema de ingressos! [Isso comprovado por este editor. O ingressos custavam algo em torno de R$30. Como a bilheteria era da produção, os próprios caixas desviavam, vendiam por R$5 ou R$10 e embolsavam]. O Circo pode passar o ano todo fechado e ainda assim terá lucro! É muito difícil. Pode parecer estranho, mas a coisa do email piorou a vida dos produtores, antes o cara lia (ou fingia) o projeto na sua frente, hoje o cara simplesmente deleta o email. Claro, para quem já tinha um público certo e uma estabilidade, tanta tecnologia ajudou, caso do Caetano que ganhou ainda mais. Com a rádio ainda éramos recebidos pelos jornalistas, conseguimos uma página inteira sobre o Água Mineral do Etílicos.

UM - Como foi assistir a um show do Stevie Ray Vaughan?

RA - Foi em São Francisco, minha cunhada morava lá. Fui para comprar vinis e material de música em geral. Eu tinha acabado de comprar um vinil dele, quando escutei aquele som pensei que fosse um artista dos anos 1970, mas, não!, era de 86! Por sorte, abri o jornal e vi que ele tocaria em um arena. Era linda, com um gramado em volta, estilo piquenique. Teve participação da Bonnie Ratt, era um show da turnê do Live Alive. Foi incrível!

UM - Infelizmente, a mídia não abre espaço para o blues. Os músicos do blues deixam os roqueiros brasileiros no chinelo, né?

RA - É difícil. As vendas na Eldorado eram boas, Água Mineral igualou as vendas de Manuel, do Ed Motta, pela Warner. Os músicos de blues são de lua, mas quando querem colocam fogo no palco. Um guitarrista me disse certa vez que as bandas de rock têm medo de subir ao palco após um show de blues.


Blues night no Saloon!




quarta-feira, 3 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Olho neles: General Blues


Boa banda de blues de Franca-SP liderada pela cantora Rachel Maia. Vale à pena conferir!



quinta-feira, 21 de maio de 2015

Portu-ingRês. Ou: O Google cagou o blog


Amigos leitores do Coluna Blues Rock,


Alguns notaram que em algumas publicações há termos como "Blues" que estão traduzidos no sentido literal, no caso, "Azuis". Após um imenso de trabalho de tradução para transformar em um blog bilíngue, o Google modificou automaticamente os textos sem a minha autorização. Infelizmente, o blog estará suscetível à essa trapalhada cibernética. A todos, peço desculpas. 

domingo, 5 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Kiko Loureiro: novo guitarrista do Megadeth. E o Brasil com isso?


Por Roberto Muñoz

Trinta anos depois, a galera roqueira que curte heavy metal desde o seu nascedouro, nos anos 80, pode festejar em altos brados: “A vitória tarda, mas não falha!” Como assim? Só quem foi fã de heavy metal nesta década no Brasil sabe o quanto a mídia local denegriu o gênero musical. Mídia que inventou até um nome para rotular os adeptos do rock pesado: “metaleiro”...

Eu me lembro, eu fui no primeiro “Rock in Rio”, eu via as pessoas nos olhando com cara de deboche, sarcásticos, isto quando não eram agressivos. Eu me lembro das incontáveis vezes que a polícia via um cabeludo na rua e já botava na parede. Hoje, isto pode parecer estranho, já que está tudo massificado, tempo onde basta usar uma guitarra e ter mil tatuagens que a banda é considerada “rock”. Mas na época, anos 80, tinha que ser muito macho pra ser roqueiro.

O primeiro “Rock in Rio” teve a nata do heavy mundial – claro, faltou o Def Leppard, mas o Whitesnake deu conta do recado. Por outro lado, cabe a dúvida: como um festival de Rock tem como atração alguém que participou da passeata contra a guitarra elétrica nos anos 60 como o sr Gilberto Gil? Vergonhoso assistir o sr Herbert Vianna ridicularizar no palco, ou em entrevistas, o heavy metal e os seus fãs. Assombroso assistir na TV os repórteres da Rede Globo visitando a casa de um “metaleiro” para o público ver como era. Ou seja, nos transformaram em ETs de cabelos compridos. A imprensa nativa, com pouquíssimo conhecimento de causa, alertava o público para as loucuras demoníacas de Ozzy Osbourne, do Iron Maiden. A gente assistia aquilo e não acreditava.

Na verdade, o heavy metal foi o grande diferencial dos anos 80 no mundo. Isso era novo! Isso era radical! E no Brasil o pessoal da área estava ligado, e tentava fazer a sua parte, apesar das enormes dificuldades. Existiam várias bandas competentes – Overdose, Azul Limão, Dorsal Atlântica, Taurus, Astaroth, Valhala, Zona Abissal, entre muitos outras. Não, o Sepultura não era o bolo da cereja, afinal, Motorhead e Slayer já tinham elevado ao máximo tal possibilidade no estilo. Mas a juventude brasileira não quis saber da legítima virilidade musical do heavy metal, e preferiu a Blitz e o estilo de vida “Menino do Rio”, filme nativo de 1981. Aí foram enfraquecidas todas as possibilidades do heavy ter espaço no cenário brasileiro. Espaço, vale
lembrar, sempre aberto para o samba, entretanto, quase nunca para o blues, para citar outro tipo de música absurdamente deixada de lado nos trópicos.

A vitória de Kiko Loureiro é a vitória de toda uma geração, roqueira, fiel às bandas preferidas, e que dava o sangue para existir de maneira honrada, mesmo que para isso tivesse que ficar na clandestinidade. Após o cinismo dos anos 90, onde Oasis, U2 e Red Hot Chili Peppers eram consideradas bandas de rock e quando o Metallica mostrou-se um equívoco, nos defrontamos no novo século com a desintegração do rock, fato escancarado com maestria no último “Festival Lollapalooza” ocorrido no final do mês passado no Brasil. Mas a galera heavy nada tem a com este tipo de coisas. Long Live Heavy Metal!

Roberto Muñoz, escritor.
http://robertomunoz.blogspot.com.br

sábado, 28 de março de 2015

Fiz um cocô mole com pedacinhos de milho



A televisão estava ligada, imperava aquela leseira pós-almoço de sábado, nada para fazer. Quando me toquei, minha cueca estava toda borrada de cocô, daqueles com pedacinho de milho, meio líquido  que escorre caldinho pela perna. O cheiro azedo chegou até a esposa, que rapidamente veio me acudir. Afinal, ela foi a responsável pela refeição e, como é gestante, havia o medo dela sofrer dessa infelicidade súbita.

A salada era fresca e a torta de frango, ainda que congelada, estava na validade. Um sussurro desafinado, na verdade, mais parecido com um cabrito sob tortura. Claro! A origem daquele revertério intestinal era da televisão, o Multishow transmitia o Lollapalooza e a tal Banda do Mar entoava seus mantras paumolengas. Maldito Marcelo Camelo e o LooserManos way of life.

O sempre ácido Régis Tadeu, crítico musical dos bons, escreveu há um tempo o quanto devastador a banda carioca fora para o rock nacional. Ele tem toda razão. Se Ana Júlia já era um chiclete sabor atum, o que veio depois foi uma pretensiosa ideia de que meia dúzia de páginas mal lidas acrescentadas a Beatles resultaria em um rock avan-garde.

Pobre Los Hermanos e seus fãs acéfalos. Uma bandinha abaixo da mediocridade, com toques de uma intelectualidade fundo de quintal e de uma estética metida (e iludida) a vintage. Bobo, sem tesão. Nesse mise-en-scène, apareceu uma menina de quinze anos, uma galetinha sem voz, inexpressiva (coerentemente prestando honrarias à Joan Baez, uma verdadeira MALA!). Logo incorporada ao marasmo artístico, vestimentas na tendência cool e guitarra a mão com cara de plástico. Senhoras e senhores, Mallu Magalhaães, aquela que parece com o nada e lembra ninguém.

Porra, o que é essa Banda do Mar senão a prova incontestável de que o rock nacional precisa urgentemente de uma cartela de Viagra direto na veia?

"Eles não têm nenhuma presença de palco", disse minha esposa. Ela foi bem bondosa, eles não têm presença de palco, não têm sangue, não têm uma proposta musical. E, por favor!, não me venham com a retórica de boteco "a proposta é não ter proposta". Digo, a música deles é como um barco à deriva em um mar sem onda, sem vento, mas com um enjoo permanente. 

Esse estilo pau mole, meio blasé, meio intelectual é a semente que deu origem a frutos putrefatos, bandas que já nascem cansadas. Eis a prova, semana passada recebi um email com endereço "LosHermanosRevisitado", de um grupo novo. A tragédia non-sense abaixo:





Entende? A herança musical de Los Hermanos, Marcelo Camelo e "Banda da Praia" é toda uma geração de bandas que se considera os trovadores da cultura pós-moderna. Balela, tudo gosma da mesma punheta mal batida.

A Banda do Mar, e seu público mongolóide, é como um artista que em plena National Gallery de Londres expõe uma privada com doce de leite e pedaços de parafuso. O que é aquilo senão um grande lixo? Cocô sempre será cocô, mesmo em um país em que a Blitz é considerada rock.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vídeo exclusivo: Entrevista Cristiano Crochemore


O Coluna Blues Rock traz uma entrevista com a maior revelação do blues-rock nacional, Cristiano Crochemore. O gaúcho radicado no Rio de janeiro fala sobre o início de carreira na banda Garotos da Rua, sobre os dois discos solo e o futuro da carreira. 

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Coluna Blues Rock brings an interview with the greatest brazilian blues-rock revelation, Cristiano Crochemore. The gaúcho who lives in Rio de Janeiro, talks about the early career in the band Garotos da Rua, about his two solo album and the future career.


#Cristiano Crochemore  #BluesRock  #FreemanBlues  #PlayItAgain