sexta-feira, 19 de julho de 2013

Olho nele: Eduardo Pimentel

Grata surpresa do blues carioca, Eduardo Pimentel começou graças a Eric Clapton e recentemente lançou o bom single Possibilites, que também ganhou um videoclipe. Confira esse bate-papo bem interessante com esse guitarrista de grande potencial.

Ugo Medeiros - Você tem tocado com a nata do blues carioca. Como você entrou em contato com eles? Como foi a recepção?

Eduardo Pimentel - Meu primeiro professor foi o Cristiano Crochemore, um dos maiores privilégios da minha vida: pessoa formidável e grande profissional! Depois de bons anos em "treinamento" passei a acompanhá-lo em alguns shows e substituí-lo quando ocorria algum imprevisto. Portanto, conheci toda essa cena "blueseira" através dele. A recepção foi a melhor possível! Nas primeiras apresentações sempre ocorria aquele "frio na barriga" (risos) por estar no meio de tantos músicos com larga experiência. Com o passar do tempo, as apresentações ficaram cada vez mais "redondas" e o entrosamento com os músicos ainda maior. Aos poucos a coisa foi ficando mais natural. Não posso deixar de citar o apoio e incentivo de guitarristas como Cristiano Crochemore, Otavio Rocha, Maurício Sahady e Big Gilson. É muito bom ter o reconhecimento de grandes e renomados guitarristas!

UM - Você poderia falar um pouco sobre a gravação de Possibilites?

EP - De uns tempos pra cá, muitas pessoas pedem um som meu, com a minha assinatura. Já tenho algumas canções escritas para meu primeiro CD solo. Possibilites foi uma síntese do que penso sobre "música" e "guitarra". Como gostei bastante do resultado, decidi fazer um vídeo para que essa canção ganhasse a minha imagem. Nessa faixa contei com a produção musical do Roberto Lly e Gabriel Mariano, dois músicos de altíssimo gabarito. E na parte visual Chris Duk, um excelente profissional.Confesso que não esperava tamanho feedback do vídeo, que foi ao ar nessa semana! (risos)

UM - Quais são as perspectivas de um disco? Seria todo instrumental? Você sabe os riscos de lançar um instrumental no Brasil, né...? (risos)

EP - Sempre quis ter algo com meu nome, esse sempre foi o meu objetivo! Dessa forma mais pessoas e músicos poderão me conhecer melhor. Ainda não defini o formato do disco, mas acho que boas surpresas estão por vir... (risos). Quanto aos riscos, eu os conheço bem, mas lançarei esse disco da mesma forma que lancei o vídeo de Possibilites. Espero que o disco tenha o mesmo resultado do vídeo!

UM - Como começou a sua relação com a guitarra? Ela nasceu com o blues?

EP - Aos cinco anos quando ouvi Layla do Eric Clapton! Aquele riff me deixou enlouquecido, mas só comecei, de fato, aos nove anos. Portanto, sim, veio através do blues! (risos)

UM - Qual a sua grande influência?

EP - Eric Clapton! E se eu puder citar mais uma, diria Pat Metheny! E, claro, tantas outras, como Stevie Ray Vaughan, BB King, Larry Carlton, Nathan East, Eduardo Ponti, Jeff Beck, Derek Trucks, Cristiano Crochemore, John Mayer, Glenn Hughes, Oscar Peterson... O difícil é caber tanto nome aqui... (risos)

UM - Qual o seu set de aparelhagem e instrumentos?

EP - Meu set é bem simples. Os estilos que toco não necessitam muitos efeitos. Minha guitarra principal é uma Custom que mandei fazer sob minhas especificações, feita pela Music Custom Guitars, com supervisão do luthier Ivan Freitas. É uma Stratocaster dourada. Tenho, também, uma Fender Stratocaster Eric Clapton Signature  1989 "Blackie". Meu amplificador é um Fender Blues Deluxe Limited Edition. Para o trabalho acústico uso um violão Tanglewood TW40 O AN E. E no meu set de pedais uso para drive um Wampler Tweed 57', um Dod YJM 308 para função de booster [muitos que souberem o que significa o YJM podem achar estranho esse pedal no meu set, mas foi o que melhor se encaixou na sonoridade que eu procurava! (risos)]. Como efeito de modulação tenho um Wampler Nirvana que me dá sonoridade de leslie (caixa rotatória), chorus e vibrato. E para afinação possuo um TC Electronic Polytune.

UM - Em uma apresentação quais os covers não podem faltar?

EP - Um slow blues, de preferência Have you ever loved a woman, uma balada, como Isn't it a pitty, e algo com bastante groove, como Gotta get over do novo disco do Clapton (Old Sock).


Confira Possibilites!


video



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