sexta-feira, 30 de setembro de 2011

“We are Motörhead and we play rock ‘fucking’ roll”



Geralmente, bandas de metal me irritam. Acho que é por isso que gosto tanto de Motörhead. Talvez pelo trem sonoro característico à sua sonoridade. Ou quem sabe pelo jeito cowboy do Lemmy. Talvez pelo estilo “pé na porta”. Enfim, seja qual for o motivo, sou obrigado a repetir o bordão. Pois é, impossível negar, “Lemmy é deus”.

Ao som de The World is Yours (últmo disco de estúdio do trio), discutíamos sobre a banda, Renato Arias (produor de blues) e eu . Isso antes da apresentação do último dia 25 no Rock in Rio 4:

- Eles são legais, são pesados, mas essa batera frenética me incomoda. Se em vez de dez fossem cinco batidas na caixa, o som ficaria mais interessante... – ele comentou.

- Você acha? Sei lá, acho que essa bateria dá justamete a cara do Motörhead.

- Não sei. Gosto do Lemmy como músico, inclusive o acho um bom baixista, ao contrário do que muitos afirmam. Ele foi muito inteligente.

- Como assim?

- Ele sabia que a sua voz era ruim. Após a saída do Hawkwind, ele testou vários tipos de sons até chegar à uma forma bem crua. Ele conseguiu “esconder” o vocal por detrás daquele peso todo, por isso sempre tocam tão alto... Ele não se sairia tão bem em outras bandas. Ele foi muito inteligente.

- Saquei. Mas não sei se foi algo construído... Se assim fosse, outras bandas copiariam facilmente essa fórmula. E isso, nunca ví. Diferentemente de outras bandas de metal...

O show deles não tem introdução, desenvolvimento e um fim brochante. Não há construção de um “climinha” que se arrasta por melosos minutos até a explosão do clímax. Não. Simplesmente, “We are Motörhead and we play rock ‘fucking’ roll”, 1, 2, 3 e o mundo acaba. Lemmy evoca a atitude dos anos 50, a geração rock mais “despirocada” da história, e uma humildade única. A pegada punk de Mikkey Dee. A base perfeita e os riifs redondos de Phil Campbell. Porra, isso é rock n roll!

O trem nunca pára. A noite inteira um barulho ensurdecedor. É simples, é complexo. Impressão errada ao sentir um “cheiro” de blues? Talvez pelo Jack Daniels. Influências variadas para algo que, à pimeira vista, parece tão simples.

Escutar Stay clean exorciza todo estresse cotidiano. Ace of spades e outros clássicos nos dão uma lição do que é rock em tempos em que tudo é considerado rock. O que dizer da matadora, fenomenal e “porradíssima” versão de Overkill?

Na boa, o buraco é mais embaixo. Beeeeem embaixo. Não há frescura de palco com decoração high tech ou superficialidades outras. Três caras que ensurdecem uma multidão, apesar de equívocos técnicos da produção do evento.

Um comentário:

MARTELADA disse...

Opa, curti essa postagem sobre o Motörhead, minha banda favorita por todos essas aspectos q vc citou aí em cima. Antes de qualquer coisa eles tão afim de tocar Rock and Roll!!! Concordo tb com o q o camarada falou sobre a batera do Mikkei Dee, realmente ele é mt frenético, toca mt sim... porém, o Pilthy "Animal" Taylor faz uma falta grande e o Fast Eddie Clarke então... po, eu toco guitarra e ele é uma grande inspiração pra mim, alia simplicidade com criatividade, não me canso nunca de escutar os solos dele, principalmente os do primeiro album. "Keep Us on the Road" é simplesmente maravilhosa, essa música mostrou do q o Motörhead é capaz!!!!! E como já foi dito, apesar dessa pose invocada do Motörhead, uma coisa q sempre fica evidente pra quem realmente é fã da banda é a simplicidade de caráter do Lemmy, isso fica bem expressado nas entrevistas e letras da banda, mt diferente de uma renca de bandinha q aparece por aí querendo tocar um rock and roll q se diz "pra macho", mas não passam de um bando de idiota com cabeça vazia q exploram violência gratuita nas letras! Enfim, agradecemos o Motörhead por hj em dia ainda mostrar a tds o significado do ROCK AND ROLL!!!!