sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rio das Ostras, segundo dia. Ou: como o Motorhead salvou o jazz


Rio das Ostras. Dormi no carro, em uma rua à beira da estrada. Acordei na ressaca da noite anterior com o objetivo de ver o guitarrista Nuno Mindelis, que tocaria às 14h no palco de iriry.

Estacionei o carro e fui dar um mergulho na lagoa. Depois de tirar a manguaça do dia anterior, voltei ao carro para me secar. No entanto, o carro não pegava e o capô estava aberto: desligaram a bateria do carro e limparam tudo dentro. Três malas, câmeras de amigos, relógio, Jack Daniels (!), step do carro, etc.

O desânimo foi instantâneo. Apenas com a camisa do Flamengo, um jeans sujo e um allstar surrado. Voltas e voltas pela cidade na tentativa de aliviar a cabeça. Tudo dava errado. TUDO! Queria apenas minha cama e uma cerveja. Cheguei a pegar minhas coisas para voltar ao Rio de Janeiro.

Eis que Deus coloca no meu caminho uma música do Motorhead. É isso! Tudo fazia sentido. Em um Festival de jazz e blues é necessário espírito rock'n'roll! Sim, tacar tudo para o alto, descer ao fundo do poço e abraçar a desgraça.

Camisa do "Mengão", amigos e uma garrafa de Stolichnaya. E a noite foi alucinante!

http://www.youtube.com/watch?v=-0QSobTUjog

Motorhead: banda de quem não é fresco! Não há curtição quando se está brocha. Jazz, blues, Motorhead, carro assaltado, vodka, etc. Na boa, isso é rock'n'roll para caralho!

3 comentários:

Jose Americo C Medeiros disse...

Aprendi a gostar de Motorhead contigo...

Nanda Melonio disse...

Motorhead é música pra quem não dá o c...!

Ugo Medeiros disse...

Esse foi o maior ensinamento que dei aos meus alunos do 3º ano!