sábado, 12 de junho de 2010

Papo com T.M. Stevens


Um negão de quase dois metros, cheio de dreads e aparatos rastas. Quem o vê pensa que ele é algum músico de reggae. Enganos à parte, T.M. Stevens mostra que o jazz é uma música de inesgotáveis possibilidades. Esbanjando simpatia, o baixista jamaicano, que já tocou com pesos pesados, como Miles Davis, James Brown e Mahavishnu orchestra, conversou conosco no backstage do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Ugo Medeiros – Você já tocou com Miles Davis. Como foi?

T.M. Stevens – Minha nossa, ele era um deus! Em 1978, toquei com o ele e Al Foster e foi incrível! Foi um bom ano: toquei com Miles e com Mahavishnu Orchestra. Muitos não sabem, pois me associam diretamente ao funk.

UM – Você também tocou com James Brown, né?

T.M.S – Sim! Foi demais! Participei do álbum Gravity (1986), que tinha Living in America. Fiz os vocais do disco, pois precisava de vocais para preencher o som. Ele chegou e disse [imitando o James Brown]: “I’m James Brown! Eu preciso de um cantor”. Nisso ele olhou para mim e me obrigou a cantar. Falei que eu era baixista, mas na mesma hora ele gritou: “CANTE!” (risos). Essa foi a minha primeira gravação como vocalista. Ele era, realmente, um rei do funk. É uma das minhas bandas favoritas junto com Tina Turner. Adorei trabalhar com ela.

UM – Os fãs de jazz têm preconceito com essa mistura entre jazz, reggae e metal?

T.M.S – Eu gosto de tudo, mas no começo era mais fusion pelo fato de ter tocado com o Miles e o Mahavishnu. Hoje em dia, considero minha música um pouco mais rock, como se o Led Zeppelin tivesse encontrado James Brown (risos).

UM – O que você acha sobre essa cena de hip hop?

T.M.S – Gosto de algumas coisas do hip hop. Quando começa o papo sobre matança e piranhas, prefiro deixar de lado.

Abaixo, dois vídeos de T.M Stevens: um imitando o James Brown e o outro agradecendo a receptividade do público.



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2 comentários:

woody disse...

Ugo e Cia.,

Desculpem usar o post para falar de outro assunto, mas estou em campanha para desmascarar um jornalista fanfarrão que se diz especialista em rock, mas na hora de escrever surrupia textos alheios e depois assina o nome dele, cuidado vcs já podem terem sido vítimas do cara e não sabem. Dá uma olhada lá no Boogie Woody que está tudo muito bem explicadinho, nos míiiinimos detalhes!

http://boogiewoody.blogspot.com/2010/06/boogie-woody-plagiado-em-blog-da-uol.html

Conto com a ajuda de vcs para divulgar o caso e desmascarar esse panaca.

Obrigado,
WOODY

Ugo Medeiros disse...

Uma lástima!

Dei uma olhada rápida no blog. Felizmente, não encontrei nada meu.

Boa sorte nessa "batalha" autoral...