sábado, 13 de junho de 2009

Que noite!


Rio das Ostras. PUTA QUE PARIU! Desculpem-me o linguajar, mas essa é a única forma de descrever a terceira noite do festival. A primeira banda no palco de Costa Azul foi o Rudder. Apesar de ter um som contemporâneo interessante, baseado no fusion e no progressivo, a apresentação foi morna e não conseguiu empolgar a plateia. Porém, a noite ainda contaria com dois shows antológicos.
Coco Montoya, ex-integrante do Bluesbreakers, colocou todo o feeling para fora através da sua Stratocaster. Sendo bastante sincero, eu estava com receio, já que os discos solo não chegam a me empolgar muito. Felizmente, ele mostrou que ao subir no palco e ao plugar sua guitarra, o mundo para e curte o bom e velho blues. Sua pegada blues-rock, suas bases precisas e paletadas levemente agressivas deixaram todos boquiabertos. A apresentação foi uma verdadeira aula de blues. Ao soar a última nota havia um sentimento de êxtase, ninguém acreditava que o próximo grupo pudesse chegar ao nível de Coco e companhia. Ledo engano, ainda bem!
Encerrando a noite, um empolgante show da Big Time Orquestra. A big band de neo-swing esquentou o clima com um repertório sensacional, passando por Twist and shout, Pretty women, País tropical, Glen Miller (em uma releitura rejuvenecedora) e clássicos da jovem guarda. Os integrantes, esbanjando simpatia e humor, não deixaram o pique cair. Durante quase duas horas, os presentes se esbanjaram. O concerto chegava ao seu final, mas o público não queria ir embora. Após dois ou três “bis”, as luzes se apagaram e, por alguns minutos, todos ficaram inertes pensando na experiência quase transcendental que foram os shows.
Este é o terceiro ano que cubro o evento. De longe, foi uma das melhores noites de todos os tempos!

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