sexta-feira, 26 de junho de 2009

Olho nele: Léo Torresini



Fiel escudeiro do bluesman Big Joe Manfra, Léo Torresini aos poucos constrói sua reputação de guitarrista pela cena do blues-rock carioca. Dono de uma pegada com bastante groove, o músico trabalha no seu projeto solo, após passagens por outras bandas, como Seu Cuca e Jojo & The Mofos.

- Eu comecei a tocar tarde, aos 18 anos, em 1994. Tive aula com um professor bahiano que venerava Van Halen e, ao mesmo tempo, odiava Nirvana e o grunge em geral. Fiquei viciado naquilo e, a partir dalí, muita coisa ao estilo Bon Jovi e Mötley Crüe.

Porém ele não queria escutar apenas bandas de rock “farofa lakê”, estava em busca de algo mais orgânico. Paralelamente, passou a freqüentar ambientes musicais diferentes, tais como o extinto Teatro de Lona (Barra da Tijuca). Nesses lugares assistiu grandes nomes, dentre eles Blues Etílicos, Celso Blues Boy e Victor Biglione.

- Com a guitarra bem alta e equalizada fica mais fácil para tocar, entretanto não tira um som muito bom. Eu queria um som encorpado, pois naquele momento ouvia bastante Black Crowes e Cinderella, grupos que faziam um rock mais limpo – Comenta sobre a mudança.

Em uma de suas andanças pela Music Mall (loja de instrumentos), comprou um CD de um guitarrista de blues chamado Big Joe Manfra. Até então era um estilo inexplorado por Léo, mas ao sentir aquela estrutura musical simples e com arranjos guitarrísticos ricos não teve dúvidas do rumo a seguir. Ligou para Manfra e o pediu que desse aulas. Big Joe Manfra fala sobre o seu aluno:

- O Léo sempre tocou rock e por isso tinha um estilo diferente. Começou a ter aulas de guitarra comigo. Eu passava algumas coisas de blues e na semana seguinte estava tocando tudo de forma impecável. Foi assim durante um tempo. Parei de dar a aula e começamos a tocar juntos. Na gravação do meu segundo CD assumi todos os vocais, assim precisava de uma guitarra base. Não hesitei em chamá-lo. Com o tempo pegamos o entrosamento. Ele tem um potencial para, em breve, fazer o trabalho dele, basta ter concentração e determinação.

Ao lado do peso pesado desde então, Léo desenvolveu sua técnica e pegada. Concomitantemente ao trabalho blueseiro, dedicou-se ao funk. Comprou muitos discos e livros de conjuntos, como James Brown, Tower of Power e Stevie Wonder, e aprendeu “na marra”. Agora, Torresini dedica-se ao seu trabalho solo:

- Quero fazer um projeto que englobe essas minhas influências do funk e, indiretamente, do blues. Tenho usado a minha Fender Strato e um amplificador valvulado da Peavey junto com bastante beat box, muitos sons sampleados e “barulhos não harmônicos” – define Léo Torresini.

Para escutar os sons do guitarrista basta acessar o link: http://rapidshare.com/files/236808706/Sons_Torresini.rar.html


Foto: João Marcelo Dias

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