quinta-feira, 9 de abril de 2009

Rio Rock Blues Band


Quando comprei um mp3 player, coloquei todos os meus CDs de bandas clássicas. Depois, optei pelo modo shuffle, de forma que as músicas tocassem aleatoriamente. Assim, apesar de nunca saber o que viria, tinha certeza que tocaria algo bom.
Ir a um show da Rio Rock Blues Band é semelhante. Ao longo da noite, canções que fizeram história no rock são executadas com muita competência. Além de Roberto Soares (guitarra) e Marcelo Reis (guitarra e vocais), o grupo conta com uma cozinha de respeito: na bateria, Gustavo Schroeter (A Cor do Som), e no baixo, Bom Bom (músico com passagens pela banda de Ed Motta).
O set list contém desde Pink Floyd, maior banda de progressivo, a Beatles e Rolling Stones, passando por Santana e Creedence, além, de algumas homenagens ao rock nacional.
Abrindo a noite, Time (Pink Floyd), onde a sessão rítmica estava impecável. Em seguida, Jump jack flash, Honky tonky man (ambas dos Stones) e Come together (Beatles). Depois, pegando uma ponte aérea para o Sul dos Estados Unidos, uma versão matadora de Sweet home Alabama, com direito a um ótimo solo de Roberto Soares, e dois hinos da eterna banda dos irmãos Fogerty, Have you ever see the rain e Proud Mary.
O quarteto dava um toque pessoal nos covers, fazendo com que as interpretações fugissem da mera imitação. Ando meio desligado (Mutantes) e Água na boca (Rita Lee) ganharam uma roupagem mais pop/rock, enquanto que Mais uma dose (Barão Vermelho) terminou com uma citação de Santana.
O público ainda pôde escolher algumas canções. Smoke on the water (Deep Purple) quase fez a casa cair, com bons solos de Marcelo Reis e com a cozinha mostrando que uma das especialidades é tocar com bastante peso. Sultans of swing (Dire Straits) relembrou os anos 80 e levou os espectadores a dançar.
A Rio Rock Blues Band prova que o rock deve ser simples e direto ao ponto. Eles fazem o dever de casa bem feito e mostram que o Rio de Janeiro ainda mantém o rock clássico vivo.

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